sexta-feira, maio 22

Festival Churrascada transforma gastronomia do fogo em uma jornada cultural pelas Américas

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Sob o tema “Fogo Sem Fronteiras”, evento reúne chefs e assadores nacionais e internacionais para explorar as conexões gastronômicas, culturais e históricas que unem o continente através da brasa

Marcado para os dias 1º e 2 de agosto, em São Paulo, o Festival Churrascada celebra seus 11 anos com uma edição histórica sob o tema “Fogo Sem Fronteiras”, transformando a gastronomia do fogo em uma jornada cultural pelas Américas. A proposta desta edição conecta diferentes territórios, ingredientes e tradições culinárias do continente a partir da brasa, reunindo chefs e assadores nacionais e internacionais que representam distintas linguagens da gastronomia contemporânea, entre eles Carlos Bertolazzi, Jimmy McManis, Paula Labaki, Fih Fernandes e Jeferson Finger.

Da parrilla do Cone Sul ao BBQ texano influenciado pela imigração mexicana, passando pelas cozinhas andinas, amazônicas, caribenhas e pela chamada Nova Paulistânia, a edição deste ano parte da ideia de que as Américas sempre foram moldadas pela mistura. Povos indígenas, africanos, europeus, asiáticos e latino-americanos ajudaram a construir uma identidade gastronômica diversa, híbrida e em constante transformação e o fogo aparece como elo comum entre essas culturas.

“O fogo sempre foi uma linguagem universal de encontro. Quando pensamos no conceito de ‘Fogo Sem Fronteiras’, queremos mostrar como diferentes culturas das Américas se conectam através da comida, das técnicas e da hospitalidade. O churrasco é apenas uma das manifestações disso. O que existe por trás é uma enorme troca cultural construída ao longo dos séculos”, afirma Gustavo Bottino, curador do festival.

A proposta curatorial desta edição organiza o continente em territórios culturais e gastronômicos, desenhados não por fronteiras políticas, mas por ingredientes, modos de preparo, migrações e hábitos compartilhados ao redor da brasa. Entre eles estão o Cone Sul/Pampa, inspirado na cultura do fogo aberto e da carne bovina presente na Argentina, Uruguai e sul do Brasil; a Mesoamérica e o Sudoeste Profundo, marcados pelo milho, pelos chiles e pelas técnicas ancestrais da cozinha mexicana; além do Smoke Belt, região do sul dos Estados Unidos onde o BBQ contemporâneo se desenvolveu a partir de influências africanas, europeias e latino-americanas.

“Queremos apresentar as Américas a partir de suas conexões gastronômicas. Quando você olha para o continente através da comida, percebe que as fronteiras são muito mais fluidas do que parecem. Ingredientes, técnicas e tradições viajaram junto com as pessoas e ajudaram a formar culturas extremamente vivas e diversas”, completa Bottino.

O festival também percorre a Espinha Dorsal Andina, com ingredientes como ají amarillo e diferentes variedades de batata; a Amazônia Panamericana, que traduz uma relação ancestral entre gastronomia e floresta; o Cinturão Caribenho, marcado pelo encontro entre culturas indígenas, africanas e europeias; e a Nova Paulistânia, território cultural reinterpretado a partir da miscigenação entre tradições caipiras, indígenas, árabes, japonesas e mediterrâneas que moldaram a identidade gastronômica de São Paulo.

“O fogo reúne pessoas independentemente da origem. Existe algo muito simbólico no ato de cozinhar ao redor da brasa, compartilhar comida e criar memória coletiva. O Festival Churrascada nasce dessa ideia de convivência e da vontade de mostrar como a gastronomia pode conectar culturas diferentes através de uma experiência comum”, afirma Gustavo Reichmann, fundador do Heat Group, à frente do grupo Churrascada, realizador do evento ao lado da DC Set Group.

Ao longo dos dois dias, mais de 40 estações gastronômicas irão traduzir esses territórios em cortes, receitas e preparos no fogo. Cerca de 4 mil pessoas são esperadas por dia para uma experiência que une gastronomia, entretenimento e hospitalidade em torno da brasa. O formato open food e open beer permitirá ao público circular livremente entre as estações e experimentar diferentes interpretações do fogo, de técnicas ancestrais a leituras contemporâneas da culinária das Américas.

Além da programação gastronômica, o festival contará com atrações musicais e ativações de hospitalidade, que serão divulgadas em breve. Os ingressos podem ser adquiridos em formato individual ou passaporte para os dois dias de evento.

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Gaúcho de nascimento, brasiliense de coração. Economista, 26 anos, amante de viagens e gastronomia. Instagram: @davirezende__

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